O concerto intimista, protagonizado pela Orquestra de Jazz do Hot Clube de Portugal, pretende recriar o interior de um clube de Jazz Nova Iorquino, proporcionando uma experiência diferenciadora ao público.

A aquisição de bilhetes está disponível na Loja Interativa de Turismo de Vila Nova de Cerveira e online em http://eurocidadeonline.cm-vncerveira.pt

O concerto de jazz previsto para Vila Nova de Cerveira vai percorrer a história deste género musical, contada do ponto de vista das Big Bands, as orquestras de Jazz, muito populares sobretudo nos anos 30 e 40 do século passado. Desvendando um pouco o repertório interpretado pela reconhecida Orquestra de Jazz do Hot Clube de Portugal, o início será abrilhantado com alguma da música mais antiga do Duke Ellington, um dos compositores mais importantes da história do jazz, e terminará com música recente que a orquestra do Hot Clube tem tocado nos últimos anos.

Para assinalar o Dia Internacional do Jazz (30 de abril), a Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira promove, pela primeira vez, a iniciativa ‘Há Jazz no Museu’, um concerto intimista, protagonizado pela Orquestra de Jazz do Hot Clube de Portugal, com caraterísticas muito peculiares. Tendo como palco um dos espaços de arte mais icónicos do concelho – o Fórum Cultural de Cerveira -, o evento vai estimular um diálogo harmonioso entre a arte contemporânea e a música, através de um conceito intimista e glamouroso. O concerto está agendado para as 21h30 e os bilhetes já se encontra à venda.

Outra especificidade do concerto de jazz na ‘Vila das Artes’ passa pelo caráter pedagógico e comentado, tornando-se apropriado para todas as idades, bem como do conceito intimista assegurado por dois formatos de disposição do público, em plateia sentada ou com mesa, sem descurar um ambiente glamouroso na decoração e na oferta de um cocktail preparado pelos alunos da ETAP – Escola Profissional.

Os bilhetes podem ser adquiridos na Loja Interativa de Turismo de Vila Nova de Cerveira ou online em www.eurocidadeonline.cm-vncerveira.pt, escolhendo a modalidade tradicional de plateia sentada (5€/bilhete), ou assistindo com mesa, permitindo juntar a família ou um grupo de amigos, num ambiente de maior convívio (7€/bilhete).

De sublinhar que o jazz é uma forma de expressão musical de origem afro-americana e que nasceu em Nova Orleães, nos Estados Unidos, no início do século passado, muito associado à luta pela liberdade e à abolição da escravatura. Rapidamente se expandiu por todo o território norte-americano e, posteriormente, pela Europa e pelo resto do mundo. O Dia Internacional do Jazz foi criado pela UNESCO, tendo sido celebrado, pela primeira vez, em 2012, com o objetivo de lembrar a importância deste género musical e o seu contributo na promoção de diferentes culturas e povos ao longo da história.

História da Orquestra de Jazz do Hot Clube de Portugal

A Orquestra de Jazz do Hot Clube de Portugal (OJHCP) surgiu em 1990, à data denominada por “Big Band do Hot Clube de Portugal”, formada por alguns dos melhores músicos de jazz do panorama nacional. No seu concerto de estreia, no Teatro São Luiz, em Lisboa, foi dirigida por Zé Eduardo. Posteriormente foi dirigia por Pedro Moreira e, desde 2011, Luís Cunha é o responsável pela direção da orquestra.

Nos últimos anos, a Orquestra de Jazz do Hot Clube de Portugal tem vindo a desenvolver o seu projeto com foco no equilíbrio entre o repertório clássico como Duke Ellington, Count Basie, entre outros, e repertórios de compositores contemporâneos de renome como Bob Brookmeyer, Maraia Schneider ou John Hollenbeck. Este último tem vindo a colaborar direta e ativamente com a OJHCP, tendo sido realizado um concerto no Teatro São Luiz, em março de 2019, sob a sua direção e com repertório exclusivamente da sua autoria.

No mesmo ano, a orquestra apresenta “Identities are Changeable” de Miguel Zénon, com o músico como solista convidado, tendo sido a única orquestra do mundo, para além da original, a apresentar este exigente repertório com o Saxofonista. Contando ainda com nomes como Joe Lovano ou John Ellis, a aposta em solistas internacionais de renome tem-se manifestado de grande sucesso, não só pelo contributo do Hot Clube para a divulgação do jazz em Portugal, bem como para o seu desenvolvimento, em particular dos músicos que compõem a orquestra. Não obstante, o jazz português faz parte do ADN do Hot Clube de Portugal.

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